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maio 2020

Como fazer o Rodízio de Pneus e qual é seu real propósito?

By | Dicas

Você sabe como fazer o rodízio de pneus corretamente? Apesar de não ser unanimidade entre todos os especialistas, essa técnica traz inúmeras vantagens. Porém, para que isso aconteça, é preciso ter atenção a uma série de detalhes e realizar outros procedimentos para garantir o máximo desempenho.

Quer saber como fazer o rodízio de pneus corretamente e deixar o seu carro em perfeito estado? Então, continue a leitura e não perca!

O que é o rodízio de pneus e qual o seu objetivo?

O rodízio de pneus é uma técnica antiga que tem como objetivo principalmente prolongar a vida útil do componente. O procedimento é bem simples: fazer a troca periódica da posição do conjunto, ou seja, mudar as rodas de lugar. Após muitos estudos, percebeu-se que o desgaste da borracha era diferente entre a traseira e dianteira do veículo.

Isso se deve, principalmente, ao fato de a tração estar na frente ou na traseira. Os pesquisadores notaram que o pneu que recebia a potência do motor acabava se desgastando mais rapidamente. Como resolver isso? Usando a técnica do rodízio de pneus.

Por que essa é uma prática importante e quando ela não é a melhor opção?

Mas afinal, qual é o problema de os pneus dianteiros ou traseiros se desgastarem de forma diferente? Quando o desgaste é pequeno, não existe basicamente nenhum, mas quando ele aumenta, o carro pode sofrer com um desequilíbrio e ter a sua condução mais complicada.

Além disso, se o pneu se desgastar demais, você vai precisar fazer a troca antes do previsto — nada bom para o seu orçamento, não é mesmo? Fazendo o rodízio, os componentes sofrem menos, o que tende a aumentar consideravelmente a sua vida útil. Além disso, essa prática garante um rodar mais suave e mais estabilidade ao dirigir.

O que fazer antes e depois do rodízio de pneu?

Para que todo esse benefício seja obtido, é preciso observar alguns detalhes e realizar alguns procedimentos antes e depois do rodízio de pneus. Lembre-se de que um carro é um conjunto de sistemas e um afeta o desempenho do outro. Vamos ver o que fazer para ter o melhor resultado?

Revisão dos pneus e rodas

Primeiramente, é fundamental que se faça uma vistoria mais completa nos pneus e nas rodas. Aliás, essa é uma etapa muito importante da manutenção preventiva. Amassados, deformações e bolhas internas podem comprometer os resultados.

Isso é importante porque uma roda amassada devido a uma queda em um buraco ou um pneu deformado podem causar sérios problemas. Em muitos casos, o motivo desse defeito tende a estar relacionado com a suspensão e, ao colocar um componente bom sem arrumar a falha, ele também pode se desgastar prematuramente ou ser danificado.

Revisão da suspensão

De que adianta saber fazer o rodízio de pneus corretamente se um problema na suspensão pode colocar tudo a perder? Por isso, antes de qualquer coisa, é fundamental fazer uma boa revisão e verificar se não existem componentes que podem acelerar o desgaste.

Fazer o teste dos amortecedores, por exemplo, é fundamental. Quando está com defeito, esse componente influencia bastante o desempenho e o desgaste dos pneus. Mas não são somente eles: buchas problemáticas e terminais com folgas também podem causar o mesmo sintoma.

Alinhamento e balanceamento

Esse é um detalhe que muitos donos de automóveis tendem a esquecer, o que acaba comprometendo o resultado do rodízio. Sempre que uma roda ou pneu do carro for mudado de lugar, é fundamental que se faça o alinhamento e balanceamento — afinal, pequenas diferenças podem causar grandes problemas.

Os diversos componentes de um carro tendem a se desgastar de forma diferente — como os pneus —, ainda que visualmente eles estejam idênticos. Essas pequenas diferenças precisam ser corrigidas no alinhamento e balanceamento das rodas, evitando problemas futuros.

Como fazer adequadamente o rodízio aplicando as melhores práticas?

Bom, agora que você já sabe o que fazer antes e depois do rodízio de pneus para conseguir resultados mais eficientes, vamos às melhores práticas para realizar tudo da forma correta. Existem algumas diferenças de procedimento, que mudam de acordo com o tipo de carro e até mesmo de pneu. Por isso, é fundamental saber escolher o componente certo.

Pneu convencional ou assimétrico

O tipo de pneu mais comum encontrado é o convencional ou assimétrico — ou seja, ele funciona bem em qualquer lado do carro, podendo ser instalado na direita ou esquerda sem problemas. Nesse caso, o rodízio para veículos com tração dianteira e traseira é o mesmo.

A troca é feita de um jeito que costumamos chamar de “X”. Calma, você já vai entender! Coloque a roda dianteira direita na traseira esquerda e a traseira direita na dianteira esquerda. Viu como forma um “X”? Fazendo isso, você garante um rodar suave do carro.

Pneu unidirecional

Contudo, nem todos os pneus são assimétricos e podem ser instalados em qualquer lado do carro. Os direcionais ou unidirecionais são específicos para a direita ou esquerda e trocar a posição prejudica a eficiência do componente, aumenta o seu desgaste e dificulta o escoamento da água.

Isso acontece por causa do desenho da banda de rodagem dos pneus. Porém, também é possível fazer o rodízio, mas o procedimento é um pouco diferente e até mais simples. Basta passar as rodas dianteiras para a traseira e vice e versa, sempre respeitando o lado correto. Pronto, tarefa feita!

Veículos 4×4

Nos veículos 4×4, o rodízio também deve ser feito em “X” ou mantendo o lado das rodas caso os pneus sejam direcionais. Contudo, esse tipo de veículo costuma ter uma peculiaridade em relação aos demais: nem sempre as rodas dianteiras e traseiras são do mesmo tamanho.

Nesse caso, os procedimentos básicos trariam mais problemas que soluções. Mas é possível fazer o rodízio: basta inverter as rodas de lado. Coloque a dianteira direita no lado esquerdo e a dianteira esquerda na direita. O mesmo princípio deve ser usado na traseira.

É possível fazer o rodízio de pneus em casa?

Eis uma dúvida que muitos motoristas têm: agora que já sei como fazer o rodízio de pneus, posso fazer em casa? Como você viu, vários procedimentos precisam ser feitos para conseguir o melhor resultado e somente um especialista terá os equipamentos e a experiência para tal.

Além disso, veículos esportivos costumam ter rodas de tamanhos diferentes e pneus unidirecionais, o que impossibilita o rodízio. É exatamente por esse motivo que montadoras como a BMW não recomendam a prática em seus carros. Por isso, sempre procure um especialista.

Viu como fazer rodízio de pneus é importante e o porquê de ser realizado por um especialista? Quer outra dica? Sempre faça esse procedimento entre 5 e 10 mil quilômetros rodados. Você vai ter um carro muito mais confortável e seguro, além, claro, de poupar um bom dinheiro evitando o desgaste prematuro do componente.

Você sabe como cuidar do motor do seu carro? Veja 5 dicas!

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Você que é apaixonado por carros já deve ter ouvido falar de Irvin Gordon, certo? Se ainda não sabe, o Volvo 1800S dele já tem mais de 3039122 milhas rodadas. Isso equivale a quase 5 milhões de quilômetros e a 120 voltas ao redor do nosso planeta. Como ele conseguiu? A resposta é simples: realizando as revisões em dia e cuidando do motor do carro.

Mas, muitas vezes, essa revisão é adiada ou deixada de lado. Em outros casos, o(a) proprietário(a) do automóvel tem pouco acesso a dicas sobre manutenção ou tem dificuldade em encontrar boas referências no assunto. Se estiver nessa situação, fique tranquilo! Temos o que você precisa. Neste artigo, você verá como cuidar do motor do carro de forma econômica e eficiente. Confira as dicas abaixo.

1. Troque o óleo?

Muitos dos componentes do motor trabalham em contato uns com os outros em velocidade elevada. Isso gera intenso atrito e calor. O lubrificante é essencial para reduzir o impacto desse atrito na vida útil da máquina. Além disso, uma lubrificação deficiente reduz o desempenho do veículo.

E por que o óleo precisa ser substituído? Porque, com o tempo, ele acumula certos resíduos que atrapalham sua eficiência. Fazendo a troca nos intervalos recomendados pelo fabricante, é possível reduzir (e muito!) os seus gastos com o reparo de peças.

?2. Evite acelerações bruscas?

Elas aumentam o consumo de combustível, elevam as chances de ocorrer acidentes no trânsito e desgastam os mecanismos internos. Toda máquina tem limites (assim como você e eu) e quando ela trabalha acima da sua capacidade, a vida útil diminui.

Use bem o conta-giros do carro. É uma boa ferramenta para ajudá-lo a controlar mais o pé. Na hora da troca de marchas, acelere o suficiente para atingir a velocidade adequada que, geralmente, vem especificada no manual do automóvel.

3. Faça a manutenção preventiva

Calma! Explicaremos. Esse tipo de manutenção envolve fazer a troca de peças de determinado sistema em intervalos pré-determinados. Você, com certeza, já viu a frase: troque com X km rodados ou Y meses, o que ocorrer primeiro. Seguir essa recomendação é bem melhor do que substituir o componente apenas quando esse apresenta alguma falha (manutenção corretiva).

Ao trocar a peça antes de surgir o defeito, pode-se ter a impressão de que o custo financeiro é maior, mas não é verdade. Trocar após o defeito, geralmente, é mais dispendioso, por isso, os fabricantes estipulam o prazo para a substituição dos componentes no manual do veículo.

4. Use combustível de alto nível

Se usar combustível de baixa qualidade, talvez seu carro não sinta os efeitos imediatamente, contudo posteriormente sentirá. Filtro e bomba de combustível, velas e bicos injetores; apenas para mencionar algumas avarias que podem surgir. Então vale a pena pagar um pouco a mais por produtos que aumentarão o desempenho e cuidar do motor do automóvel.

5. Não ignore ruídos estranhos

?Parece simples, no entanto, é bem mais fácil deixar para depois. E isso pode custar caro. Quando uma peça apresenta ruído, significa que seu funcionamento não está adequado. Pode ser algum defeito ou simples desajuste. Esse componente irregular pode comprometer o desempenho de outras peças também.

“Quanto mais esperar, maior será o potencial de danos”, disse Irvin Gordon. Quando o assunto é conservar o motor do carro, ele sabe o que diz, você não concorda?

Quantos quilômetros seu carro conseguirá rodar? A resposta depende de você. E depois deste artigo, temos certeza de que você saberá como cuidar do motor do carro como nunca antes. Gostou das dicas? Assine nossa newsletter para receber ainda mais.

Como cuidar dos pneus do carro durante a quarentena?

By | Dicas

Diante da quarentena para conter a disseminação do COVID-19 milhões de automóveis estão parados em suas garagens. Algumas práticas simples garantem a durabilidade dos pneus durante o período que o veículo não é usado, isso exige uma série de cuidados com o carro, incluindo a limpeza da cabine e o combustível que está no tanque. Mas você sabia que até os pneus demandam atenção nesse período?

O principal problema é que o pneu perde, gradualmente, o ar comprimido em seu interior. Normalmente esse esvaziamento é compensado ao calibrar o composto semanalmente no posto.

Como os órgãos de saúde não recomendam saídas de casa para tudo que não for essencial, é possível contornar esse problema de duas formas.

Como resolver?

A mais simples é encher mais o pneu. O ideal é ver no manual do proprietário qual é a pressão recomendada para quando o veículo está cheio. Esse índice varia de carro pra carro, mas pode ser quase 10 lb/pol² acima do valor padrão.

BOLHAS NOS PNEUS E AROS DEFORMADOS ACELERAM A PERDA DE PRESSÃO (FOTO: PXHERE/REPRODUÇÃO)

Feito isso, leve o veículo com cuidado até onde será armazenado. Isso é importante pois em alguns modelos a pressão extra sem que o carro esteja carregado pode reduzir a aderência dos pneus.

Outra solução, mais cara e complexa, é colocar nitrogênio nos pneus. Esse gás inerte é vendido em algumas borracharias e reduz a perda de pressão.

O nitrogênio pode vir de tanques ou produzido por máquinas especiais, e o custo de colocá-lo pode chegar a R$ 25 por pneu, dependendo da oficina.

Não seja chato.

Um problema comum em carros armazenados por muito tempo é a deformação permanente do pneu. O chamado “achatamento” acontece quando o pneu fica parado em um mesmo lugar por muitos meses.

Esse risco é muito pequeno para esse período de quarentena, e não exige que o carro fique apoiado sobre suportes — algo comum em veículos clássicos.

Uma forma simples de contornar esse problema é movimentar o veículo alguns centímetros para frente ou para trás a cada 15 dias, alterando a posição do pneu.